
O relatório do WWF ressalta que enquanto em 1970 o consumo humano era equivalente a 60% da capacidade de renovação biológica, atualmente é o dobro, 120%, uma situação “insustentável”. Também destaca que houve um aumento de 700% no consumo de energia desde 1961. Por isso, “temos sete vezes menos potencial de energias -não renováveis- que há sete anos. E as consequências em termos de mudanças planetárias são desconhecidas”. Desde 1970 foi registrado uma diminuição de 40% das espécies naturais silvestres do planeta. Esse declive é de 50% para as espécies terrestres e marinhas e de 40% para os aquíferos, e a tendência continua piorando.
No Século 20, o consumo da água multiplicou-se por seis – duas vezes a taxa do crescimento da população mundial. Cerca de 1 bilhão de pessoas ou 15% da população mundial passa sede ou não tem água de qualidade para consumo. Entre 2025 e 2050 a ONU prevê que esse número pode chegar a 5,5 bilhões, se a política atual e o nosso modo de viver continuar da mesma forma.
Cerca de 84% dos 39 mil desastres naturais entre 1991 e 2012 são relacionados à seca. De 2013 a 2016 foram registrados 5.154 eventos de seca, que afetaram 48 milhões de pessoas. Só em 2016 foram 18 milhões de pessoas afetadas pelo problema
As mudança do clima afetará o cenários agrícola e a disponibilidade de água, isso afetará a sobrevivência de diversas espécies, tanto animais quanto vegetais. Com a perda de produção e de produtividade das lavouras haverá necessidade de esforços extras da ciência e da tecnologia para produzir alimentos. A escassez de água obrigará, a adoção de novas técnicas de irrigação, com o máximo de aproveitamento (eficiência) dos recursos hídricos. Sem o avanço tecnológico, nas áreas de agroflorestas, biotecnologia e do melhoramento genético, o homem e o meio não sobreviverão a escassez da água

