
Produtos orgânicos são saudáveis e cultivados sem venenos, utilizando apenas repelentes naturais e biológicos, inócuos para o solo, os animais e o ser humano. São mais frescos, sendo em grande parte colhidos às vésperas da distribuição e entregues em curtas distancias. Quanto mais se consome alimentos orgânicos, mais serão produzidos, gerando conhecimento, reduzindo os custos e ampliando a área de lavoura orgânica, que hoje representa apenas 0,27% da área cultivada do Brasil.
Para a nossa saúde e preservação do planeta, deveríamos consumir tudo 100% orgânico o tempo todo e consumir o mínimo possível de agrotóxicos, porque é veneno e mata.
Em 2011, a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida divulgou que cada brasileiro consumia cerca 5,2 litros de agrotóxico por ano. De acordo com pesquisa da ABRASCO*, em 2015, referentes à quantidade de princípios ativos de agrotóxicos vendidos em 2013 o brasileiro consome, em média, 7,6 litros de agrotóxicos por pessoa, por ano.
Desde 2016 as aprovações dos agrodefensivos vêm aumentando e, de uns tempos pra cá, o número de agrotóxicos liberados no Brasil só aumenta. Com isso, estamos em primeiro lugar no ranking que avalia o consumo de agrotóxicos no mundo.
* A pesquisa mostra entre outras coisas que o Brasil foi o país que mais gastou com agrotóxicos no mundo: US$ 10 bilhões. Estados Unidos, China, Japão e França ficam, respectivamente, nas posições seguintes.
Agrotóxicos e riscos à saúde humana
Apesar de garantir uma boa produção agrícola, o uso de agrotóxicos está associado a inúmeros problemas. A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou em 2017 um relatório que estima a morte de cerca de 200 mil pessoas anualmente por ingestão e envenenamento por agrotóxicos.

